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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sobre as Estrelas





"'I'm in love with you,' he said quietly.
'Augustus,' I said.
'I am,' he said. He was staring at me, and I could see the corners of his eyes crinkling. 'I'm in love with you, and I'm not in the business of denying myself the simple pleasure of saying true things. I'm in love with you, and I know that love is just a shout into the void, and that oblivion is inevitable, and that we're all doomed and that there will come a day when all our labor has been returned to dust, and I know the sun will swallow the only earth we'll ever have, and I am in love with you, Hazel Grace.'” 




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Luzes na praia

       A sensação é viciante. Por apenas quinze minutos, pude esquecer do mundo: dos meus problemas, da confusão, do calor, da irritação, de tudo. Fiquei parada, imóvel, curtindo as luzes que surgiam e me iluminavam por completo. Iluminavam todos à minha volta. De vez em quando, sorrateiramente, virava afim de ver a reação das pessoas. Seus rostos ficavam ora verdes, ora vermelhos; amarelos, dourados e roxos! Os sorrisos estampados demonstravam que todos se sentiam exatamente como eu: livres; entregues à deliciosa sensação das luzes indo e vindo, na imensidão do mar. O medo de ser atingida já não me pertencia mais; internamente eu rezava para que aquilo durasse mais e mais e mais...
      Uau e nossa! eram, sem sombra de dúvida, as palavras mais pronunciadas e ouvidas. Crianças sorriam. Pessoas se abraçavam. O ano novo estava entre nós! E chegava com estilo inigualável... A chuva fininha e gelada que caía só ajudava. Fazia com que nós nos sentíssemos vivos. Como se todos, juntos, fôssemos parte de algo muito maior e inexplicável, presente o tempo todo.
      Esqueci-me da realidade. Perdi-me entre as luzes tão vivas. Penso que a minha versão velha por lá ficou... Insegura e medrosa - perdida, por entre as ondas infinitas do mar. Espero que por lá ela fique. Não preciso mais!
   

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Bilhete Rápido


Querido Lucas Lucas Oi,
       Desculpa a Desculpe-me pela estupidez, Lucas. No fundo, você estava certo. Você sempre esteve, né? Não te culpo por ter encontrado sua felicidade; hei de encontrar a minha também. Não será como sempre imaginei, mas prometo que não te procurarei mais mas assim é a vida. Eu te amo e no fundo, sei que sempre vou te amar. Esquece tudo que eu falei naquele telefonema, ok? Isso aqui não é pra amolecer seu coração, tá legal? É só pra eu me despedir. Oficialmente, sabe como é... 

Com todo o amor que eu nunca fui capaz de demonstrar,
Débora.
Ps.: Não fique tentando ler meus erros, tá? Eu sei que você adora isso, mas acho que rabisquei o suficiente para que a sua curiosidade não fosse provocada. Enfim, não vou morrer. Isso aqui é só um 'tchau, vamos ser amigos'."

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Some boys don't know how to love

        A questão é bem simples: mais uma vez, a maldita decepção volta a me fazer companhia. Nunca vou entender porque o ser humano tem essa mania estúpida de querer acreditar no que não existe, de procurar sinais onde a mensagem é clara. Uma aventura, talvez? Nada mais. É tão difícil aceitar o fim quando nem se tem a oportunidade de começar... Mas é fato que o tão temido fim chegou, que não tem mais jeito, que é melhor parar por aqui antes que as coisas piorem pra valer. Não afirmarei que perdi noites de sono pensando onde errei ou procurando o momento em que tudo se desfez tão rapidamente, porque faço o favor de bloquear minha mente. Consigo ouvir seus contra-argumentos agora. Por que você tá tão nervoso? O elo era fraco? Aperto os olhos e torço para que eu não tenha sido só mais um capricho seu, como todos os outros que eu te ouvia contar naquelas tardes quentes do começo de janeiro. Mas foi, não foi? Você me dilacerou de várias maneiras que nem imagina. E o pior de tudo é lembrar de uma frase sua em peculiar, aquela na qual você afirmava com uma autoridade insuportável que "escrever é perda de tempo". Perda de tempo? Não sei. Só sei que tá doendo pra caramba e a culpa é toda sua.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Pretérito imperfeito

Dói, mas é verdade. A vida é cruel. Algumas coisas nem mesmo têm chance de começar e acabam. São dilaceradas. Permito, mesmo sabendo o quão arriscado isso é, que minha mente se encha de possibilidades!, e de repente, como uma ventania que não avisa quando vai chegar, tudo se esvai. A realidade machuca. Me fere tão assustadoramente que só sobra aquele antigo - e tão conhecido - vazio. Poderíamos ter dado certo. Erámos exatamente o que precisávamos. E agora, o que somos? Poderíamos ter tentado. Queria parar o tempo e mudar alguns aspectos do presente. Queria deixar você ler minha mente, me entender por completo, por inteiro. Eu queria mudar tanta coisa! Queria... Queria... Pretérito imperfeito. Não quero mais. Não posso mais...

Para acompanhar: Let me love you

domingo, 19 de agosto de 2012

Divagando...

    Às vezes me perco em alguns pensamentos. Deixo minha mente vagar sem parar, entre momentos que já se foram e futuros que virão. Um pensamento puxa o outro e às vezes estou tão longe que não sei nem ao menos como voltar! Respiro fundo, buscando conclusões. Será que sentimentos duram mesmo para sempre? Pessoas mudam. Sentimentos mudam. O mundo gira, não é? Então como posso fazer promessas se não sei absolutamente nada sobre o dia de amanhã?
   Talvez esse amor tão subestimado não exista. Ou seja privilégio de poucos. Mas a verdade é que ninguém se sente completo apenas com amor de mãe. É amor, mas não é amor. Não é o que se passa nos filmes e novelas da televisão. Não é o que faz com que histórias sejam grandiosas. Sempre falta alguma coisa. A companhia, os sorrisos, o cheiro. Mas esse mesmo amor que cresce, diminui. Cai no esquecimento, no previsível, no comum. E tudo o que você queria some rapidamente, como num bater de asas de um pequeno beija-flor... Chorar? Não funciona como argumento válido para o tempo voltar. Lembrar? Pode ser doloroso no começo, mas é o melhor (e mais fácil) método de sentir novamente o que já ficou para trás.
  O que deixo com esse texto é simples. Um pequeno e simples questionamento, um desabafo longo e sincero, que sempre fica guardado aqui dentro. Talvez não tenha ficado tão claro porque não está totalmente pronto e eu, apressada como sou, não consegui mantê-lo em segredo. Só precisava ser cuspido em cima de alguém.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O outro lado da moeda

      Devido ao inesperado sucesso da minha última postagem, eis que conversando com um amigo meu - salve, Rominho!! - outra ideia surge. E se agora o assunto fossem as mulheres? É muito mais polêmico, eu sei, mas que as mulheres deste século não são mais as mesmas, ninguém pode negar. Queimaram sutiã em praça pública, fizeram passeatas, exigiram seus direitos e agora são independentes. Independentes. Incrível como essas mesmas mulheres misturam os conceitos de independência com desvalorização. Opa, devagar! É isso mesmo. Tem muita mulher por aí desejando o tal homem que citei no texto passado, quando na verdade não merece. Não vejo problema nenhum em transar no primeiro encontro ou transar com seu namorado. Veja bem, o que me incomoda é a forma com que as mulheres tratam a situação. É um tal de uma rapidinha com o fulano aqui, uma com o outro ali, três com o vizinho gatinho e por aí vai. Assim, minha filha, nem o cara mais homem que eu conheço vai te querer. Sinto muito, mas é a verdade. Dói, né? Eu sei. Já tentei fingir que as coisas não são assim. O pior é que não adianta ficar chupando dedo, até porque mulher da vida tem até na novela que tá passando na Globo agora. Alguns pequenos detalhes as feministas conseguiram mudar sim, e uma porrada de gente sente um imenso orgulho disso. Mas outras coisas simplesmente serão desse jeito pra sempre. É o que a sociedade impõe e se a gente não aceitar, ah, colega... Ficaremos esperando nosso homem até o fim dos dias.
      Então, para as cabisbaixas sem esperanças, respirem fundo, apertem os cintos e repensem suas vidas: nos últimos meses ou anos, vocês têm se dado valor? Ou os rapazes que vocês julgam como homens têm tido vocês muito fácil? Se a resposta para a segunda pergunta foi sim, reveja seus valores, amiga. Isso aqui não é auto-ajuda, mas talvez você ainda não tenha encontrado seu homem porque simplesmente ele passou e você estava mais preocupada em mostrar seu corpo pra ele do que seu conteúdo! E amiga, homens de verdade gostam de sorrisos. Gostam de papos inteligentes e conquistas. Então valorize-se antes que você passe do tempo e fique pra titia!

CLIQUE AQUI PARA LER O "Sobre Babaquice", texto que originou esse.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Expor-se

Outro dia me perguntaram como eu me sinto quando alguém lê meus textos. Não tem definição melhor: invadida. Isso mesmo, sinto-me como se arrancassem meus pensamentos mais profundos e simplesmente gritassem para que o mundo veja. É um sentimento forte, mas gostoso. Dolorosamente gostoso. Fico o tempo todo com aquela vozinha (que alguns gostam de chamar de consciência) falando baixinho: "Ei, tem certeza que está pronta pra isso?" e aí eu penso várias vezes se posso mesmo me permitir ficar tão sensível perante à tanta gente. E querem saber? Posso. É tão bonito ter a capacidade de pegar essa bagunça toda que sou e organizá-la tão impecavelmente - e sim, sempre fui modesta - em linhas... É tão difícil aceitar que ficar vulnerável não é um defeito; mas sim uma qualidade. Expor-se não é fácil. É um ato de coragem. De aceitação.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tentando não olhar pra trás

           Hoje eu recebi notícias suas. Não tão específicas quanto o meu eu interior desejava ardentemente, mas perfeitas em relação àquele meu eu que estava ali escutando tudo. Você seguiu em frente. Eu ainda estou seguindo. Não é tão fácil, você sabe, mas na maioria das vezes me sinto obrigada a fazê-lo. Seguindo o fluxo, sabe como é? A maré. É claro que sinto a sua falta. Até a minha irmã sente a sua falta. Antes doía bastante lembrar de você ou até mesmo escutar alguma novidade sobre o que você estava fazendo ou com quem estava saindo. Agora não dói. É engraçado. É como se você fosse parte da minha imaginação. Tudo ficou tão vago, tão perdido, tão para trás. Às vezes gosto de parar no meio do caminho e dar uma espiadinha no que passou. Quem sabe você não me acena? 
          Foi gratificante saber que você tá gostando do que eu te indiquei. Eu sabia que você ia gostar. Você sempre soube que eu não falava as coisas a toa, não é mesmo? Foi por isso que você seguiu meu conselho. Fico feliz. Apesar de tudo o que eu falei (ou pensei), eu te desejava o melhor. Ainda desejo. 
         É engraçado tentar descrever o turbilhão de sentimentos que eu sinto. Saber de você é sempre tão estranho que prefiro não imaginar como seria encontrar com você. Mas no final de tudo, o que mais me agrada é saber que ficou uma lembrança boa. Continuamos a ser quem erámos, cumprimos o que prometemos se tudo um dia viesse a ruir e principalmente, não guardamos rancor e mágoas. O que aconteceu tornou-se passado e por incrível que pareça, só nos lembramos (ou comentamos) das coisas boas. Sinto orgulho de você por isso. Aliás, sinto orgulho de nós. Lembro de tudo e quando vejo, um sorriso de satisfação aparece estampado no meu rosto. Missão cumprida. Estou seguindo em frente. 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Te perdendo eu cresci tanto que eu não sei mais se quero voltar...

Você provavelmente nem deve mais se importar comigo. Talvez eu não passe de uma boa lembrança na sua vida. Boa e vaga. Nada mais. A culpa foi minha, eu sei. Eu esperei demais de você. Fantasiei que nós seríamos para sempre e não vi absolutamente nada de errado nisso. Você uma vez me disse que queria um texto assim sobre você, que sentia ciúmes de um certo texto que não era pra você. Bem, aqui está o seu. Não tão depressivo quanto você desejou, mas é só - e somente só - sobre você, sobre mim, sobre o nosso antigo nós.

Eu me pergunto aonde você está. O que você está fazendo, com quem você está, em quem você pensa, se você se lembra de mim, se você sente minha falta, se eu fui alguma coisa pra você. Eu penso bastante em você, sabia? Sinto a sua falta. Não só do que erámos juntos, mas da sua amizade, da sua lealdade, da sua presença. Não sinto raiva de você. Talvez eu tenha ficado um pouco chateada e tenha falado coisas que não deveria, e por isso eu me desculpo. Você sempre soube que no fundo era tudo mentira, não é mesmo? Tava escondido no meio de todas aquelas palavras ríspidas que saíam desordenadamente da minha boca.

Às vezes penso em te procurar, te dizer um oi, perguntar sobre as novidades. Tenho tanta coisa pra te contar! Isso dói um pouco, ver que você aceita toda essa situação numa boa e que não faz diferença pra você me ter por perto ou não. Dói saber que você tá seguindo em frente melhor do que eu. Te encontrar aquele dia foi tão surreal, foi como na primeira vez. Seu sorriso malandro e ao mesmo tempo tão desafiador estava lá - mesmo depois de tanto tempo, de tanta intimidade, de tudo. Mas aqueles olhos tão inexpressivos pareciam se sentir exatamente como eu. Eu pensei que não fosse conseguir falar com você, mas o clima ressurgiu tão facilmente que foi como se nada tivesse acontecido. Seu coração disparou quando você me viu? Ou você não sentiu absolutamente nada? Talvez você nem leia isso, eu sei. Mas tem horas que fica impossível guardar isso tudo pra mim mesma e eu preciso descarregar.

Após cansar de pensar nisso tudo, eu desisto quando lembro de como era difícil lidar com você. Sempre tão negativo, tão tendencioso à se sentir inferior à todos, tão fraco, tão sem rumo. E no fundo você não era assim, e sabia muito bem disso! Você gostava porque tinha a minha atenção. Sabia que eu estava ali pronta pra te ouvir e retrucar o quanto especial e forte você era, e poderia ainda ser. Eu não me importava. Mas e agora que eu não estou mais? Você sente falta disso? Das minhas bobeiras, minhas caras, minhas covinhas? Você ainda sente alguma coisa?

Infelizmente, agora que você se foi e eu fico procurando inutilmente o seu calor em outras pessoas, eu vejo que talvez não valha à pena, que ter te perdido foi bom: eu cresci. A verdade é que eu simplesmente não sei. Pra variar.

Oi gente, mais um desabafo pra vocês... Tô meio sem vontade de escrever, mas aí está. Só pra ninguém reclamar que eu sumi, hahaha. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cola de maresia

Queria ser marinheira. Quando tudo desse errado, eu pegava meu barco e ia parar em outro porto: deixava tudo pra trás, minhas tristezas, minhas preocupações, meu coração partido.
Às vezes penso que as pessoas têm um certo tipo de tempo-limite de convivência. Nada é pra sempre, a não ser que você seja o(a) escolhido(a). E quando esse tempo se cumpre, não há nada o que fazer. Só aceitar. Aceitar que amores vêm e vão, e que apesar de ter acabado de uma forma infântil e estranha, fora inesquecível e importante pra mim. 
Às vezes precisamos de alguém que nos dê força para que continuemos a brilhar. Era exatamente disso que eu precisava esse ano. Não foi o melhor ano da minha vida em alguns aspectos: perdi coisas importantes, ganhei coisas que já se foram, mas me sinto tão forte como nunca. Ele foi, sim, um pequeno porto-seguro. Um lugar onde eu parei e fiquei por alguns meses. Alguém que me empurrou quando eu quis parar, que me encheu de luz quando eu andava pelo escuro, que me animou quando eu queria desistir. O problema é quando seu porto-seguro começa a querer competir com você. Aí sim você descobre que está na hora de partir. Você tem que se sentir pronta para seguir seu caminho, abandonando sua segurança e indo em direção ao mar. Sentindo-se pronta para enfrentar ondas enormes e ventos cortantes. Nova em folha com a sensação de que esse porto fora de grande contribuição para que você se sentisse assim. Uma pessoa que ofusca seu brilho e não te aceita como você é não te fará bem nunca. Ninguém mudará por você, não tenha essa boba ilusão. Pode até ser que haja um disfarce de mudança, mas a essência de uma pessoa é funda demais para ser tocada. Vou seguir em frente, sendo grata ao meu ex-porto-seguro e desejando à ele o melhor dessa vida, se for esse o caminho dele. Desejando uma nova marinheira para atracar e quem sabe, ser a escolhida para lá estar.


Por enquanto não pretendo parar. Vou deixar com que a maresia cole meu coração partido e me mostre novos caminhos, novos horizontes, novas oportunidades e principalmente, novos porto-seguros. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Para você

Querido L.,

Não sei exatamente por onde começar; sempre fui boa com as palavras, mas às vezes, em determinadas ocasiões, elas parecem fugir. Olhar nos seus olhos e te dizer tudo o que pretendo dizer aqui será como uma explosão: lágrimas sairão dos meus olhos como se você tivesse aberto a porta de uma represa, de um oceano. Eu gosto demais de você. E é justamente por isso que não tenho coragem de te mandar embora. Se você já não sente o mesmo, por favor, não me iluda. Não continue com isso se não te faz bem. Não vou dizer que preciso de você, porque nós dois sabemos que não é verdade. Vou sentir sua falta. Mas prefiro senti-la a ver que você já não é o mesmo comigo, que você precisará mudar pra que dê certo. Gosto de você assim. Gosto tanto que estou pronta a abrir mão de você se for necessário.
Só peço que você escolha. Sempre sou eu quem te procura depois das brigas, quem manda uma mensagem pra saber notícias, quem liga todo dia a noite. Por que não deixar a decisão nas mãos de alguém que recebe tudo e ultimamente, não tem dado quase nada em troca? Não é fácil sustentar uma relação sozinha. É sempre assim que me sinto no final das contas, não é mesmo? Sozinha.
Você já não é mais um "pedacinho" meu. É uma parte de mim, como já disse várias vezes. Vou levá-los comigo pra sempre, os do começo, os do meio e quem sabe, os do fim também. Quero que as coisas terminem bem. É clichê, eu sei, mas que relacionamento não o é? Não quero sentir raiva de você, não quero pressioná-lo a ficar comigo, só quero uma resposta: Sim ou não. É com você, a responsabilidade é inteiramente sua. Não sou de fazer isso, você sabe muito bem. Não deixo que ninguém escolha por mim, afinal, sou controladora o suficiente para decidir por todos.
Mas não demore muito a responder. A espera machuca e corações machucados às vezes são incuráveis.

Com carinho, 
M. 

sábado, 10 de abril de 2010

Quando as lágrimas falam por nós

Lágrimas salgadas pulavam dos meus olhos num movimento tão rápido que eu não conseguia controlar. Despedaçada. Como eu iria me reerguer agora? Cada parte de mim tinha vontade de afundar, de desistir. Mas eu não seria fraca a esse ponto, eu não largaria tudo só porque nada fora como eu quisera. Eu seria exatamente o contrário do que me mostraram ser. Eu encararia a verdade, levantaria minha cabeça e enfim, com todas as minhas forças, diria o que mais precisava no momento: Acabou.
Às vezes é difícil lidar com a verdade. É mais difícil ainda lidar com a ilusão. Num minuto eu estava no céu e no minuto seguinte, meu castelo de perfeições simplesmente desmoronara. Não sei mais no que acredito. Não tenho mais forças pra pensar que tudo poderia ter sido diferente. Pensei em tudo. Revisei cada fala em minha mente, cada sorriso, cada toque, cada palavra que ficou pra ser dita e se encontra perdida mundo afora. Eu não errei. Tenho plena consciência de que dei o meu melhor. Mais do que o meu melhor. Eu dei tudo que tinha. Eu perdi meu foco. Eu arrisquei tudo que tinha, não imaginava que poderia ser tão cruel. E agora eu me sinto sozinha, completamente sozinha. A única diferença é que agora tenho um enorme buraco no peito, uma enorme ferida que se curará algum dia. Ou não. Talvez eu apenas desista. Como eu devia ter feito no começo disso tudo.

Oi gente! Desculpa a demora pra postar e responder comentários... Sabe como é, tô em ano de vestibular e parece que não tenho tempo nem pra respirar! Resolvi postar um desabafo que fiz a algum tempo e que tava aí de bobeira... Espero que gostem! :*

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Aprendendo a lidar com a decepção

E de repente, num súbito ataque de raiva, senti o sangue subindo rapidamente pra minha cabeça. Eu conseguia sentir todas as ondas de energia me levando a fazer algo que eu me arrependeria depois. Respirei fundo, olhei pro lado. O dia estava tão bonito!, mas nada me fazia acalmar. Eu não avançaria na pessoa, antes que pensem que curto uma agressão física... Eu só falaria tudo que estava agarrado na minha garganta há tempos, que agora queria sair de qualquer forma. O sangue fervia em minhas veias, a qualquer momento eu perderia o controle. Vamos lá, eu disse pra mim mesma, baixinho, você sabe que consegue controlar isso. Não agora. Não depois de tudo. Talvez não tenha sido suficiente, talvez não tenha sido como queriam.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Decepções

O pior foi prometer o que não cumpri. Decepção não mata, ensina a viver e agora eu realmente aprendi que as coisas nunca iam funcionar como eu idealizara. Devo dizer que dessa vez até eu estava esperançosa e tomar uma porrada dessas não foi nada legal. Nem pra mim, nem pra ele. Me sinto mal por isso, me sinto horrível, aliás. Não era minha intenção não gostar, mas que era claro que ali não tinha química, era. E falar isso sem fazê-lo sofrer é inevitável, eu tentei o máximo, mas nós só poderíamos ser amigos mesmo. Espero que as coisas se ajeitem pra ele e para mim, espero que ele tenha sorte na vida, e que 2010 seja melhor, já que esse finalzinho tenso de 2009 valeu pelo ano todo.

Não pretendo fazer promessas para esse ano, além de nunca as cumprir, não espero nada. Esperar me lembra decepção. E quero manter distância desse sentimento tão horrível. Gostaria de voltar no tempo e evitar isso tudo. Ou não, talvez tenha sido melhor assim. Foi o fim de uma ilusão. Agora é encarar a vida de frente, a realidade que um dia isso tudo acabaria mesmo.

domingo, 4 de outubro de 2009

Meu Pior Defeito

Não sei exatamente o que quero. Acho que esse é o meu pior defeito, sem sombra de dúvida. Nunca sei o que realmente tô sentindo, ou o que realmente vou pensar sobre o que aconteceu. Uma hora eu gosto, outra eu odeio e me sinto indiferente. Quando eu quero, ninguém mais quer e quando eu não quero, todo mundo quer.. Não sei como lidar com isso. Será que todo mundo é assim ou só sou eu?

Pedi tanto pra que tudo voltasse a ser como antes. Agora que voltou, não sei mais como agir. Não sei se sigo em frente, novamente, ou se tento tudo de novo. Não sei se dou chance a outros, ou se tento o mesmo, o que já deu errado. Talvez outro defeito meu seja tentar prever as coisas. Não sei viver o presente, não sei deixar as coisas simplesmente acontecerem. Fico maquinando tudo, deixo frases prontas, sou completamente previsível. E o pior é saber que tem alguém em jogo. Alguém que vai sofrer com tudo isso, com esse meu jeito completamente previsível e imprevisível atuando paradoxalmente. Talvez eu seja bipolar. Ou talvez eu não esteja prepada pra isso, pra alguma coisa mais madura, que exija mais de mim.

Eu deveria avisar as pessoas sobre esse meu lado. Deveria falar, antes de qualquer coisa, aquele clássico e clichê 'não se apaixone por mim'. Eu vou te machucar, você vai sofrer e eu vou ser mais uma na sua vida. Talvez você entenda, talvez não. Ou talvez você goste de sofrer e tente ainda assim. Eu não sei.

Eu não sei.