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segunda-feira, 16 de junho de 2014
Sobre as Estrelas
"'I'm in love with you,' he said quietly.
'Augustus,' I said.
'I am,' he said. He was staring at me, and I could see the corners of his eyes crinkling. 'I'm in love with you, and I'm not in the business of denying myself the simple pleasure of saying true things. I'm in love with you, and I know that love is just a shout into the void, and that oblivion is inevitable, and that we're all doomed and that there will come a day when all our labor has been returned to dust, and I know the sun will swallow the only earth we'll ever have, and I am in love with you, Hazel Grace.'”
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Sobre o amor (mais uma vez)
Sempre tive essa fixação pelo amor. Talvez por não saber exatamente o que ele é, ou não conseguir expressá-lo em palavras sólidas, sempre gostei de divagar sobre o mesmo. E também, é claro, sempre gostei de duvidar dele para que a vida me mostrasse, mais uma vez, que - sim!- o amor existe.
Lá estava eu, no ônibus, irritada com a vida. Dessa vez não era brincadeira! Meu coração estava em pedacinhos, espalhados pelo corpo inteiro, me fazendo rejeitar qualquer ideia que pudesse me convencer de que eu tinha salvação. Eu olhava distraída pela janela, desejando que todos aqueles casais fofos que passavam por mim se sentissem como eu. Tudo bem, eu sei que é feio pensar desse jeito, mas eu queria que eles soubessem como dói quando nossas expectativas são estraçalhadas num piscar de olhos. Cada partezinha do meu ser doía, mas eu me esforçava para ignorá-las, afinal, ceder sempre fora inaceitável.
O trânsito estava insuportável, como de costume. Mesmo com o sinal verde, os carros estavam parados e a previsão para sair dessa situação era completamente imprevisível. Eis que as portas do ônibus se abrem e um casal de velhinhos (já bastante idosos, diga-se de passagem) entra e se senta exatamente na minha frente. Não observá-los era impossível. Ele, obviamente mais velho, tinha como única preocupação o bem estar dela. Não se ouviam palavras. Eram olhares rápidos, profundos, escancarando pra mim - e pra quem mais olhasse - o tanto de amor que um sentia pelo outro. Amor não é só beijo. É olhar, é cuidado, é carinho. Será que eles são almas gêmeas? Será que estão juntos há meio século? Será que ficam felizes ao observarem a linda família que criaram? Será que viajaram o mundo juntos? Brigaram tantas vezes e depois se beijaram apaixonados como na primeira vez?
Não sei. Passo tanto tempo me decepcionando que não me dou conta de que, é possível sim, encontrar alguém que fique. Alguém que apesar das dificuldades, fique. Que até mesmo nos bons momentos, fique. Alguém que, apenas com o olhar, demonstre todo o sentimento que a gente passa tanto tempo por aí perseguindo... Mas e quanto a mim? Eu respiro fundo... E espero.
Não sei. Passo tanto tempo me decepcionando que não me dou conta de que, é possível sim, encontrar alguém que fique. Alguém que apesar das dificuldades, fique. Que até mesmo nos bons momentos, fique. Alguém que, apenas com o olhar, demonstre todo o sentimento que a gente passa tanto tempo por aí perseguindo... Mas e quanto a mim? Eu respiro fundo... E espero.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Sobre não aceitar
A vida não é fácil. Nunca será. A gente às vezes tem mesmo que ouvir o que não quer... E principalmente, tem que encontrar uma forma de aceitar. Ou quem sabe, questionar, procurar entrar em acordo, melhorar as duas partes. E aí, sim, aceitar.
Na maioria das vezes eu sou repreendida por falar a verdade: eu falo o que penso, quando penso, na hora que penso. Pelo menos posso dizer que a minha vida é um livro aberto e que eu não preciso me afastar e esperar a poeira baixar pra tentar valer a minha opinião. Mas às vezes ser tão verdadeira dói - especialmente em mim. Dói porque vejo o quão mais fáceis as coisas são, já que sou limpa e cristalina como a água e vejo o quão difícil é lidar com as pessoas que vivem em meio a mentiras e conspirações. Pessoas tão baixas e tão mesquinhas que não conseguem ao menos parar de olhar para os seus próprios umbigos um minuto sequer.
Com esse lance de redes sociais, as pessoas passaram a agir de forma projetada, isto é, lá (no facebook, amigos!) a gente faz o que a gente não faria na vida real. Se na vida real essas pessoas não conseguem encarar situações de cabeça erguida, na vida online todo mundo faz o que quer. Excluir e bloquear alguém dos seus amigos não faz com que ele realmente saia da sua vida. Os laços ficam para sempre, quer a gente queira ou não. Então ao invés de ser covarde, fugir e se esconder, por que não encarar que o erro foi imenso e que se deve fazer algo a respeito? Por que não sentar e conversar? É simples, é prático e a gente nem precisa se esconder atrás de um perfil do Facebook.
Com esse lance de redes sociais, as pessoas passaram a agir de forma projetada, isto é, lá (no facebook, amigos!) a gente faz o que a gente não faria na vida real. Se na vida real essas pessoas não conseguem encarar situações de cabeça erguida, na vida online todo mundo faz o que quer. Excluir e bloquear alguém dos seus amigos não faz com que ele realmente saia da sua vida. Os laços ficam para sempre, quer a gente queira ou não. Então ao invés de ser covarde, fugir e se esconder, por que não encarar que o erro foi imenso e que se deve fazer algo a respeito? Por que não sentar e conversar? É simples, é prático e a gente nem precisa se esconder atrás de um perfil do Facebook.
Aceitar faz parte de amadurecer.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Sobre o amor
Encantado. A luz do sol entrava, de fininho, pelas frestas da janela e a irradiava. Tornava os fios de cabelos que negros são, castanhos. Eu podia sentir sua respiração serena ao meu lado. Tão divina. Com meus pequenos e singelos olhos, eu tentava sugar tudo que encontrava naquele rosto angelical: suas pintinhas, seus traços, seu sorriso despreocupado; sorriso de quem sonha, de quem é leve acima das durezas desse mundo. Eu queria roubá-la pra mim, mesmo sabendo que seu coração já me pertencia. Eu queria eternizá-la. Fazer com que cada parte que ali estava, ali ficasse.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Sobre o fim sem começo
Devastada. Eu não sabia para onde estava indo ou exatamente o que tinha acontecido há alguns minutos atrás. Teria sido apenas um sonho ruim? Não, foi real. A dor que ardia em meu peito e me fazia sentir aquela angústia tão intensa me informava a todo tempo que aquilo não era uma brincadeira. As palavras e olhares se repetiam sem parar, over and over and over again na minha cabeça. Eu andava com passos pequenos e ligeiros, as pessoas passavam como borrões e suas expressões perdidas não me importavam; no fundo eu desejava poder correr para bem longe e deixar tudo aquilo para trás.
Subi as escadas até o estacionamento completamente desorientada. Eu não sabia exatamente o porquê disso tudo, mas cada cena insistia em se repetir na minha frente, como se nada no mundo importasse mais. Como eu poderia sofrer por algo que nem mesmo começou? Como algo tão simples e tão insignificante poderia me machucar tão profundamente?
Devastada. A gente sempre acha que as coisas estão bem como são, e que algumas características que consideramos qualidades são vistas assim por todos. Que ledo engano! Valores são ultrapassados e ser quem sou é - aparentemente - errado. Tentar chegar a um acordo é inaceitável. É o fim! É o fim! Alguém pode parar o mundo e me informar quando tudo isso começou? Quando me tornei tão legível? Quando as coisas não eram tão complicadas?
"A gente toma porrada e não fica caído no chão, não! A gente levanta e mostra que tá tudo bem. Eu não quero ver você emburrada assim...". Quem dera aceitar fosse mais fácil. Quem dera engolir um monte de besteiras não fizesse com que meu estômago gritasse por misericórdia. Quem dera absorver um golpe como esse fosse tão tranquilo. Às vezes acho que o problema sou eu. Antiquada demais? Romântica demais? Sonhadora demais? Que me desculpem os diferentes, mas é assim que as coisas funcionam.
domingo, 6 de junho de 2010
Sobre relógios e silêncios constrangedores
Tic Tac. O movimento que suas mãos faziam acompanhavam o ritmo do relógio. O silêncio era sinistro: algo estava claramente errado e não se sabia exatamente o que era. Tic Tac. Sua respiração parecia-me calma, como se eu nem ao menos estivesse ali. Seus pensamentos estavam longe; apenas seu corpo encontrava-se naquele sofá. Tic Tac. O barulho começava a me irritar. Cada parte do meu ser tinha vontade de gritar, mas eu não cederia. Não faria o que eu queria que fizessem. Tic Tac.
- Vou embora.
Finalmente, pensei. Duas palavras. Talvez não fosse o mais adequado a se ouvir agora, mas já era alguma coisa. Ainda mais pra quem não tinha nada.
- Você abre a porta pra mim?
- Não. - respondi - Você não vai embora assim...
Silêncio de novo. Tic Tac. Seus grandes olhos castanhos encaravam os meus - completamente sem expressão. Continuei a tentar decifra-los quando fui surpreendida por um beijo.
- Você não tem noção mesmo do quanto eu gosto de você, não é?
Tic Tac. Agora quem estava sem reação era eu.
- Vou embora.
Finalmente, pensei. Duas palavras. Talvez não fosse o mais adequado a se ouvir agora, mas já era alguma coisa. Ainda mais pra quem não tinha nada.
- Você abre a porta pra mim?
- Não. - respondi - Você não vai embora assim...
Silêncio de novo. Tic Tac. Seus grandes olhos castanhos encaravam os meus - completamente sem expressão. Continuei a tentar decifra-los quando fui surpreendida por um beijo.
- Você não tem noção mesmo do quanto eu gosto de você, não é?
Tic Tac. Agora quem estava sem reação era eu.
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