segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Clima de fim de ano

Nunca acreditei muito nesse negócio de ter um ano bom ou um ano ruim. Eu acredito em momentos: em fases. Acredito, é claro, que em todo "ano ruim", a gente tem momentos bons. Por que valorizar justamente a parte negativa das coisas? Em 2014 conquistei muitas coisas que almejei durante a minha (pequena) vida, mas também sofri por tantas outras... Conquistei meu espaço nessa cidade maravilhosa, me formei como publicitária e fiz o óbvio: ri até a barriga doer inúmeras vezes, briguei e chorei quando senti raiva, tive a sorte de me apaixonar por alguém que também se apaixonou por mim (e que faz questão de repetir isso todos os dias!), me aproximei de pessoas maravilhosas (que nunca imaginei que me aproximaria), me afastei de tantas outras (que eu achei que ficariam pra sempre) e agora é hora de começar um novo ciclo. Ou talvez continuar esse enorme ciclo que a gente chama de vida, com seus altos e baixos e suas misteriosas formas de nos fazer aprender e evoluir, sempre. Um muito obrigada a todos que de alguma forma estão (ou estiveram) comigo!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Qual o seu problema?

Eu roubo as suas expressões, você sorri - todo sem graça. É como se o mundo fizesse sentido de novo ou como se algumas cores voltassem a fazer parte dele. Eu tento disfarçar, você percebe. Falo sem parar, encho tua cabeça com minhas besteiras e você está lá, sempre disposto, sempre sendo educado e palhaço, sempre fazendo com que aquele sorriso que tanto escondo, apareça por entre meus lábios e tome conta de tudo! De mim, de você, de nós? Me perco nos seus olhos (quase verdes?), observando a sua concentração em me fazer feliz, observando a quantidade de tranquilidade que pode caber numa pessoa só. Nunca imaginei que pudesse sentir tanto! Me diz, você também sente isso tudo? A saudade durante a semana é grande, você só lida com fatos, cadê essa maldita sexta-feira????, e eu tô aqui, ó, tentando colocar em palavras o que você significa pra mim. Não sei o seu, mas o meu problema é você. Ei, pode sorrir aberto. Você é o melhor problema que eu poderia ter.  

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sobre ele

        Eu gosto de você. Gosto do seu jeito abobalhado, do seu meio sorriso, da sua cara quando você fica sem graça. Gosto da sua voz, do seu cheiro que sempre insiste em ficar no meu cabelo. Gosto quando você me abraça e parece tão grande e tão protetor. Gosto da forma como você sutilmente se preocupa comigo, dá satisfação da sua vida e fica feliz pelas pequenas conquistas. Gosto de ouvir seu coração batendo, das amizades que você cultiva, da forma como trata as pessoas, da forma como você fala meu nome. Gosto do fato de sermos tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo. Gosto quando você me respeita, me entende e não ultrapassa limites invisíveis. Gosto quando você sorri enquanto me beija, gosto da forma como você me trata na frente dos outros. Gosto das suas caretas e do seu jeito idiota, gosto de pensar em você, gosto de estar com você. É tudo tão fácil, é tudo tão tranquilo, é tudo tão natural. É como estar com alguém que conheço a vida inteira. É ser quem sou sem ter medo do julgamento. É tão inacreditável pensar que passei três longos anos da minha vida procurando por alguém que estava, exatamente, do meu lado. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Acho que me apaixonei


        No meio de tanta coisa que a gente encontra nessa vida, lá estava ele. Não se preocupava se estava bonito, se as garotas o reparavam, se a bebida estava quente ou se a música estava chata. Ele queria se divertir: ria, brincava, dançava, girava, se esfregava na parede. Eu o observava disfarçadamente, afinal, ele não imaginava o quanto o meu peito doía por esconder todos esses sentimentos que insistiam em querer vazar justamente quando eu estava perto dele. Sabe quando você encontra uma pessoa que parece ter sido feita pra você? Eu não precisava beijá-lo para saber o quanto seria bom. Estar por perto já era como estar nas nuvens! Eu encontrava um pouquinho de mim mesma naquele ser o tempo todo, em cada sorriso, em cada palhaçada, em cada momento em que ele vinha brincar comigo e não dar em cima de todas as belas meninas que passavam por ele. Cada vez eu me fascinava mais e mais...

      Mas a vida não é perfeita. Às vezes o que a gente quer não é melhor pra gente e por mais que uma parte minha me diga para ainda ter esperanças, é hora de frear. É hora de parar, respirar fundo e aceitar a dor da perda antes mesmo da comemoração de vitória. Mas quem disse que isso é possível? E toda essa intuição me gritando que "sim, ele também sente isso"? Como boa canceriana que sou, eu nos imaginei juntos, viajei em todos os momentos perfeitos (e até mesmo os não perfeitos) que passaríamos até o fim de nossas pacatas vidinhas. Eu queria roubá-lo ali mesmo, na frente de todos. Queria gritar o quanto eu gostava dele e quanto poderíamos funcionar bem se ele quisesse. Todas as músicas que tocavam pareciam ser para nós; pareciam ter sido escolhidas por alguém que sabia da minha situação e que, assim como eu, queria que ele me notasse como algo a mais do que uma boa amiga. 

     Não sei se ele desconfia de tudo isso aí que eu sinto. Às vezes acho que sim, às vezes acho que não. Não sei se algum dia terei coragem de deixar com que ele me invada desse jeito e veja o estado frágil em que meu coração se encontra. E se ele me ignorar? E se não me der todo o valor que peço? Não sei se ele sabe que fomos feitos um pro outro, por mais que no começo da nossa amizade eu tenha negado isso pras minhas amigas e até mesmo pra mim mesma. Mas agora que finalmente entendi (e principalmente, admiti) o que sinto, a incerteza me corrói, invade meu peito e me machuca de forma profunda, sugando todo o pouco de felicidade que restava no meu âmago. Vai passar, eu sei. Mas e se eu não quiser que passe?

Acho que gosto de você mais do que deveria.